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Leishmaniose: Como evitar!

setembro 3, 2015
leishmaniose

A leishmaniose é um problema crescente de saúde pública em todo o Brasil e em outras partes do continente americano. No Brasil, a leishmaniose é mais comum no norte e no nordeste do país, mas ocorre em todo o território nacional. Está é uma doença transmitida através da picada do mosquito conhecido como “mosquito-palha”, e que pode atingir quase todas as espécies de mamíferos, inclusive o homem. A sua detecção e seu tratamento devem acontecer no início da doença, pois ela pode levar à morte.

O que é Leishmaniose?

Essa é um doença infecciosa, onde não ocorre a transmissão direta de humano para humano ou cachorro para humano, mas o parasita causador da doença é o mesmo em ambos. Os parasitas do gênero leishmania atuam diretamente no sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos.

Existem quatro espécies causadoras da doença, a “Leishmania chagasi”, “Leishmania braziliensis”, “Leishmania amazonensis” e “Leishmania guyanensis” e dois tipos de leishmaniose, a leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. Na leishmaniose tegumentar, também conhecida como “ferida brava”, aparecem e se for descoberta tardiamente, pode surgir também feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.

No caso da leishmaniose visceral, ela é uma doença sistêmica que acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea e acomete principalmente crianças com até dez anos de idade. A leishmaniose visceral é uma doença de evolução longa, ou seja, seu quadro infeccioso pode durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano, quando não tratada.

Como ocorre o contágio?

Esse contágio é feito exclusivamente pela picada do mosquito-palha. O contato direto de um cão com Leishmaniose não irá passar a doença para outro cão, nem para um ser humano. Pode haver apenas o contágio indireto, onde o animal infectado (seja cão ou humano), serve como um reservatório do parasita. Então quando o mosquito pica o animal infectado e passa para outro animal não infectado. As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo.

Os insetos flebótomos, flebotomíneos ou popularmente como mosquito palha, medem de 2 a 3 milímetros de comprimento, apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso.

Como prevenir da Leishmaniose?

Alguns hábitos como tomar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata e construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata devem ser evitados.

E outros devem ser feitos como fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde; Usar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde exista a doença; Usar mosquiteiros durante a noite e ter telas protetoras em janelas e portas.

Também já existem no mercado, duas vacinas contra a Leishmaniose. Ambas as vacinas tem grande eficácia e dão proteção de 92% a 95% contra o protozoário e por isso, é a forma mais eficaz de se proteger da leishmaniose.