Doença de Lyme: Saiba aqui tudo sobre essa doença e como proteger seu animalzinho desse perigo

Quem já tratou cachorros com carrapatos sabe que não é nada fácil tirar aquelas praguinhas deles. Além do desconforto dos cães e muita coceira, há ainda possibilidades desses carrapatos transmitirem doenças, como a Doença de Lyme.

Neste post você vai saber tudo que precisa sobre a doença de Lyme e como e como proteger seu bichinho dela. Confira.

Doença de Lyme: O que é?

A Doença de Lyme é uma zoonose comum causada pela bactéria Borrelia burgdorferi. E engana-se quem acha que ela só acomete os cães: ela pode ser transmitida também para gatos, outros animais e seres humanos.

Como é transmitida?

Ela é transmitida por carrapatos. Essa contaminação acontece da seguinte forma: um carrapato saudável pica um cão/pessoa que já está contaminada com a bactéria Borrelia burgdorferi e então ele se torna um hospedeiro da doença. Logo depois quando o carrapato pica outro ser vivo, a doença é transmitida. E o ciclo continua se um novo carrapato saudável picar esse cachorro/humano contaminado e assim por diante…

Mas não é apenas uma picada para a transmissão ocorrer. Para que realmente haja a contaminação pela bactéria, o carrapato hospedeiro deve ficar na pele por pelo menos 24 horas.

A doença de Lyme no Brasil

A primeira vez que a Doença de Lyme foi diagnosticada no Brasil foi em 1992. De origem europeia, a bactéria costuma apresentar variações genéticas dependendo da região em que está. Ainda não há muitos casos no país, mas é importante saber que ela existe e tomar os cuidados possíveis para não ser contaminado.

Em humanos

doença de lyme em humanos

Essa doença teve como primeira vítima o ser humano, lá em 1975. Não é fácil de ser diagnosticada a primeira vista, pois tem sintomas muito semelhantes à gripe. Os mais comuns são: febre, mal estar, dor muscular e nas articulações e dor de cabeça que dura semanas. Muitas pessoas começam a notar a doença após esses sintomas não passarem com facilidade, podendo ser agravados e confundidos com reumatismo e febre reumática. O que ajuda a diagnosticar é a mancha vermelha que fica ao redor da área picada. Com o passar do tempo sem tratamento, ela começa a se espalhar por todo o corpo. Por isso é importante observar o corpo se houver esse mix de sintomas.

A doença de Lyme em cães

A primeira vez de casos da doença em cachorros foi em 1984, depois da dos seres humanos (em 1975). Apesar de alguns outros animais poderem ser contaminados pela Doença de Lyme, os cachorros são os mais afetados. Boa parte porque são tipo de animais que mais se colocam em risco por explorarem terrenos que podem estar cheio de carrapatos.

Sintomas da Doença de Lyme

A Lyme nos cachorros tem um grande problema: o surgimento dos sintomas. Alguns animais começam a demonstrar logo no começo, mas não todos. Alguns demoram muito tempo, chegando até a aparecer meses/anos depois. O mais comum é que os primeiros sintomas comecem a surgir depois de 2 meses da contaminação.

Os sintomas mais recorrentes em cães são:

  • Dores e inflamações articulares. Você pode observar a disposição do cachorro. Ele vai andar menos, ficar mais deitado, não querer sair de casa e evitar lugares altos;
  • Dores musculares (podendo fazer o cachorro mancar);
  • Febre;
  • Vômito;
  • Falta de apetite.

Esses sintomas podem aparecer e sumir por um tempo sem motivo, tornando a voltar novamente. Caso não seja tratado, os sintomas vão piorando e o cão corre o risco de paralisia, asfixia e até óbito.

Tratamento

Ao perceber os sintomas, é preciso confirmar a Doença de Lyme no seu cachorro com exames clínicos completos. Será necessário também saber do histórico do animal e exames como sorologia ou isolamento.

O tratamento pode variar com a gravidade da doença e o estilo de vida do seu animal. Em alguns casos é feita uma terapia com antimicrobianos (doxiciclina e amoxicilina), analgésicos, anti-inflamatórios e hidratação.

Como evitar a doença de Lyme

doença de lyme o que e em cachorros

Não é uma tarefa muito fácil tirar o cachorro do risco de ser picado por um carrapato. Aliás, em passeios na rua e nas brincadeiras durante o dia esse risco existe. Mas então como agir? Lógico que não há motivos para prender seu cachorro em casa, porque ele precisa passear e brincar. Mas modos de prevenção que podem ser bem efetivos são as coleiras anti-carrapato, repelentes em spray e banhos carrapaticidas. Deve-se dobrar o cuidado em passeios ou convivência perto de equinos, pois o carrapato do cavalo é um dos maiores hospedeiros da Lyme.

Outra forma é a vacinação, mas que ainda tem lados positivos e negativos.Ela é muito eficaz. No entanto, não garante 100% a prevenção da doença. Sua eficácia varia dependendo da saúde do animal e estilo de vida. Um outro fator é a mutação da bactéria, que não permite uma proteção por um longo período de tempo. Por isso, na hora de escolher vale a pena consultar um veterinário de confiança para ter a melhor decisão para o seu pet.

Agora que você já sabe tudo sobre a Doença de Lyme, proteja a si mesmo e ao seu cãozinho dela. Qualquer dúvida, comenta aí embaixo!

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